| Linux | |
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Tux, a mascote do Linux |
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| Modelo: | Software Livre |
| Família do SO: | baseado em Unix |
| Núcleo: | Linux |
| Licença: | GNU GPL / Outras |
| Desenvolvimento: | Ativo |
| Portal Tecnologias de informação | |
Inicialmente desenvolvido e utilizado por grupos de entusiastas em computadores pessoais, os sistemas operativos (português europeu) ou sistemas operacionais (português brasileiro) com núcleo Linux passaram a ter a colaboração de grandes empresas como IBM, Sun Microsystems, Hewlett-Packard (HP), Red Hat, Novell, Oracle, Google, Mandriva e Canonical.[1]
Apoiado por pacotes igualmente estáveis e cada vez mais versáteis de softwares livres para escritório (LibreOffice, por exemplo) ou de uso geral (projeto GNU)
e por programas para micro e pequenas empresas que na maioria dos casos
em nada ficam a dever aos seus concorrentes proprietários, e interfaces
gráficas cada vez mais amigáveis como o KDE e o GNOME,
o núcleo linux, conhecido por sua estabilidade e robustez, tem
gradualmente caído no domínio popular, encontrando-se cada vez mais
presente nos computadores de uso pessoal atuais. Há muito entretanto
destaca-se como o núcleo preferido em servidores de grandes porte,
encontrando-se quase sempre presente nos mainframes de grandes empresas comerciais [2] e até mesmo no computador mais rápido do mundo, o K computer, japonês (lista TOP500).
HISTÓRIA
O núcleo Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet).
Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:
| Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"?[3] Você está sem um bom projecto em mãos e deseja trabalhar num S.O. que possa modificar de acordo com as suas necessidades? Acha frustrante quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você. Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estado em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você espera), e eu estou disposto a disponibilizar o código-fonte para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress etc. nele. |
Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório FTP onde o núcleo Linux estava inicialmente disponível.[4] Linus inicialmente tinha-o batizado como "Freax".[5]
No dia 5 de outubro de 1991
Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do núcleo Linux,
versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu
chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o sistema operacional
que é hoje. No início era utilizado por programadores ou só por quem
tinha conhecimentos, usavam linhas de comando. Hoje isso mudou, existem
diversas empresas que criam os ambientes gráficos, as distribuições cada
vez mais amigáveis de forma que uma pessoa com poucos conhecimentos
consegue usar o Linux. Hoje o Linux é um sistema estável e consegue
reconhecer muitos periféricos sem a necessidade de se instalar os
drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.
DISTIBUIÇÕES
Atualmente, um Sistema Operacional (em Portugal Sistema Operativo) Linux ou GNU/Linux completo (uma "Lista de distribuições de Linux ou GNU/Linux")
é uma coleção de software livre (e por vezes não-livres) criados por
indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo
Linux. Companhias como a Red Hat, a SuSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva) e a Canonical (desenvolvedora do Ubuntu Linux), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam
o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e
uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware.
As distribuições do Linux ou GNU/Linux começaram a receber uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas com o Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.
No decorrer do tempo, várias distribuições surgiram e desapareceram,
cada qual com sua característica. Algumas distribuições são maiores
outras menores, dependendo do número de aplicações e sua finalidade.
Algumas distribuições de tamanhos menores cabem num disquete com 1,44 MB, outras precisam de vários CDs, existindo até algumas versões em DVD.
Todas elas tem o seu público e sua finalidade, as pequenas (que ocupam
poucos disquetes) são usadas para recuperação de sistemas danificados ou
em monitoramento de redes de computadores.
Dentre as maiores, distribuídas em CDs, podem-se citar: Slackware, Debian, Suse, e Conectiva.
Cada distribuição é, em tese, um sistema operacional independente, de
modo que os programas compilados para uma distribuição podem não rodar
em outra, embora usem o mesmo núcleo (o Linux propriamente dito). A
distribuição Conectiva Linux, por exemplo, tinha as suas aplicações
traduzidas em português, o que facilitou que usuários que falam a Língua
Portuguesa tenham aderido melhor a esta distribuição. Hoje esta
distribuição foi incorporada à Mandrake, o que resultou na Mandriva. Para o português, existe também a distribuição brasileira Kurumin (Essa distribuição foi descontinuada pelo seu mantenedor), construída sobre Knoppix e Debian, e a Caixa Mágica, existente nas versões 32 bits, 64 bits, Live CD 32 bits e Live CD 64 bits, e com vários programas open source: LibreOffice, Mozilla Firefox, entre outros.
Existem distribuições com ferramentas para configuração que facilitam
a administração do sistema. As principais diferenças entre as
distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos
diretórios e na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos
diretórios siga o mesmo padrão, o FSSTND
é um padrão muito relaxado, principalmente em arquivos onde as
configurações são diferentes entre as distribuições. Então normalmente
todos seguem o padrão FHS
(File Hierarchy System), que é o padrão mais novo. Vale lembrar,
entretanto, que qualquer aplicativo ou driver desenvolvido para Linux
pode ser compilado em qualquer distribuição que vai funcionar da mesma
maneira.
Quanto à biblioteca, é usada a Biblioteca libc,
contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O problema
está quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas
das distribuições colocam logo a nova versão, enquanto outras aguardam
um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa distribuição e
noutras não. Existe um movimento LSB (Linux Standard Base)
que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente
vendedores de software que não liberam para distribuição do código
fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de
pacotes não é padronizado.
ArchLinux, Debian, Fedora, Mandriva, Mint, Opensuse, PCLinuxOS, Puppy, Sabayon, Slackware e Ubuntu são algumas das distribuições mais utilizadas actualmente, listadas aqui por ordem alfabética.
Um exemplo de distribuição que corre num CD é o Kurumin Linux, criado por Carlos Eduardo Morimoto, baseada no Knoppix.
De entre as distribuições consideradas mais difíceis de gerir (por preferirem assegurar a estabilidade tecnológica em detrimento da interface de utilizador), destacam-se a Debian, Gentoo e Slackware.
Existem também distribuições Linux para sistemas móveis, como tablets e smartphones, sendo o Android, desenvolvido pelo Google, a mais difundida de todas. Outras distribuições Linux para sistemas móveis são o Maemo e o MeeGo.
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