Este artigo é sobre sistemas (p.ex.,
distribuições) que utilizam o núcleo desenvolvido por Linus Torvalds.
Para o núcleo propriamente dito, veja
Linux (núcleo).
Linux é um termo popularmente utilizado para se referir a sistemas operativos (português europeu) ou sistemas operacionais (português brasileiro) que utilizem o núcleo Linux. O núcleo Linux foi desenvolvido pelo programador finlandês Linus Torvalds, inspirado no sistema Minix. O seu código fonte está disponível sob a licença GPL
(versão 2) para que qualquer pessoa o possa utilizar, estudar,
modificar e distribuir livremente de acordo com os termos da licença.
Apoiado por pacotes igualmente estáveis e cada vez mais versáteis de softwares livres para escritório (
LibreOffice, por exemplo) ou de uso geral (projeto
GNU)
e por programas para micro e pequenas empresas que na maioria dos casos
em nada ficam a dever aos seus concorrentes proprietários, e interfaces
gráficas cada vez mais amigáveis como o
KDE e o
GNOME,
o núcleo linux, conhecido por sua estabilidade e robustez, tem
gradualmente caído no domínio popular, encontrando-se cada vez mais
presente nos computadores de uso pessoal atuais. Há muito entretanto
destaca-se como o núcleo preferido em servidores de grandes porte,
encontrando-se quase sempre presente nos
mainframes de grandes empresas comerciais
[2] e até mesmo no computador mais rápido do mundo, o
K computer, japonês (lista
TOP500).
HISTÓRIA
Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse no
Minix, um pequeno sistema
UNIX desenvolvido por
Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("
a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para
comp.os.minix:
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Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"?[3]
Você está sem um bom projecto em mãos e deseja trabalhar num S.O. que
possa modificar de acordo com as suas necessidades? Acha frustrante
quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para
conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser
exactamente para você. Como eu mencionei há um mês atrás, estou
trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para
computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estado em que
poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você espera), e eu
estou disposto a disponibilizar o código-fonte para ampla distribuição.
Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress etc. nele. |
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Curiosamente, o nome Linux foi criado por
Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório
FTP onde o núcleo Linux estava inicialmente disponível.
[4] Linus inicialmente tinha-o batizado como "Freax".
[5]
No dia
5 de outubro de
1991
Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do núcleo Linux,
versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu
chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o
sistema operacional
que é hoje. No início era utilizado por programadores ou só por quem
tinha conhecimentos, usavam linhas de comando. Hoje isso mudou, existem
diversas empresas que criam os ambientes gráficos, as distribuições cada
vez mais amigáveis de forma que uma pessoa com poucos conhecimentos
consegue usar o Linux. Hoje o Linux é um sistema estável e consegue
reconhecer muitos periféricos sem a necessidade de se instalar os
drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.
DISTIBUIÇÕES
No decorrer do tempo, várias distribuições surgiram e desapareceram,
cada qual com sua característica. Algumas distribuições são maiores
outras menores, dependendo do número de aplicações e sua finalidade.
Algumas distribuições de tamanhos menores cabem num
disquete com 1,44 MB, outras precisam de vários
CDs, existindo até algumas versões em
DVD.
Todas elas tem o seu público e sua finalidade, as pequenas (que ocupam
poucos disquetes) são usadas para recuperação de sistemas danificados ou
em monitoramento de redes de computadores.
Dentre as maiores, distribuídas em CDs, podem-se citar:
Slackware,
Debian,
Suse, e
Conectiva.
Cada distribuição é, em tese, um sistema operacional independente, de
modo que os programas compilados para uma distribuição podem não rodar
em outra, embora usem o mesmo núcleo (o Linux propriamente dito). A
distribuição Conectiva Linux, por exemplo, tinha as suas aplicações
traduzidas em português, o que facilitou que usuários que falam a Língua
Portuguesa tenham aderido melhor a esta distribuição. Hoje esta
distribuição foi incorporada à
Mandrake, o que resultou na
Mandriva. Para o português, existe também a distribuição brasileira
Kurumin (Essa distribuição foi descontinuada pelo seu mantenedor), construída sobre
Knoppix e
Debian, e a
Caixa Mágica, existente nas versões
32 bits,
64 bits,
Live CD 32 bits e Live CD 64 bits, e com vários programas
open source:
LibreOffice,
Mozilla Firefox, entre outros.
Existem distribuições com ferramentas para configuração que facilitam
a administração do sistema. As principais diferenças entre as
distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos
diretórios e na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos
diretórios siga o mesmo padrão, o
FSSTND
é um padrão muito relaxado, principalmente em arquivos onde as
configurações são diferentes entre as distribuições. Então normalmente
todos seguem o padrão
FHS
(File Hierarchy System), que é o padrão mais novo. Vale lembrar,
entretanto, que qualquer aplicativo ou driver desenvolvido para Linux
pode ser compilado em qualquer distribuição que vai funcionar da mesma
maneira.
Quanto à biblioteca, é usada a Biblioteca
libc,
contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O problema
está quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas
das distribuições colocam logo a nova versão, enquanto outras aguardam
um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa distribuição e
noutras não. Existe um movimento
LSB (
Linux Standard Base)
que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente
vendedores de software que não liberam para distribuição do código
fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de
pacotes não é padronizado.
ArchLinux,
Debian,
Fedora,
Mandriva,
Mint,
Opensuse,
PCLinuxOS,
Puppy,
Sabayon,
Slackware e
Ubuntu são algumas das distribuições mais utilizadas actualmente, listadas aqui por ordem alfabética.
Existem também distribuições Linux para sistemas móveis, como
tablets e
smartphones, sendo o
Android, desenvolvido pelo
Google, a mais difundida de todas. Outras distribuições Linux para sistemas móveis são o
Maemo e o
MeeGo.